Nanquim por MK
Nanquim por MK

O dragãozinho esperava escondido no meio de um matagal.
Jorginho o buscava abrindo caminho pela floresta do mal.

O nome do dragãozinho órfão era Krohli, irmão de Nisha.
A linhagem de Jorginho era da mais santa estirpe, ele avisa.

Krohli desconfiava de onde vinha o rosto fatal da solidão.
O cavaleirinho avançava, checando os rastros do dragão.

Cada vez mais acuado e amedrontado, o pequeno réptil voador
Por um guerreiro mirim abastado, a causar ainda muita dor.

Vilanias lhe foram causadas, o dragãozinho só lembrava
Por um grupo forte na caverna do papai que ele amava.

Papai que não há mais, não há, apenas o filhote.
Mamãe também não há mais não, apenas a filhote.

Aranha grande não é desafio para o cavaleirinho.
É com a espada em punho que a tira do caminho.

Krohli um buraco na terra tenta escavar.
Sabendo que a sua hora logo vai chegar.

Grupelho de asquerosos humanoides, “orcs” são nomeados
Jorginho ameaçam criaturas de dentes afiados

O cavaleirinho é ferido; não sem antes um deles desabar.
Outro golpe o escudo rebate; de mais um outro pôde se esquivar.

Com a memória do papai a lhe trazer inspiração,
Valentia e disciplina, Jorginho avança como um tufão!

Sangue lhe brota pela face e pelo braço direito,
Mas não desiste pois é sua honra que está no peito.

Abate destemido os monstros a seu redor.
Enfim chega, ele pressente, das presas a melhor.

Imponente e de brasão no escudo, o cavaleirinho está
O dragãozinho Krohli aterrorizado em breve avistará

E ameaçaria se não fosse a irmã Nisha pousar reptiliana
Fogaréu no escudo é repelido originado por bocarra feminina

Nanquim por MK
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Espada avante vai rumo à garota draconiana.
Rabo forte rasteira passa e este esforço mina.

Com língua para fora a donzela dragoazinha a ele insulta
Enquanto o pequeno cavaleiro raivoso pra se levantar luta

O cangote do irmão Nisha abocanha
E decola sem saber direito aonde ir.

A história não acabou para Jorginho, este logo vai dormir
Caindo em armadilha de alçapão que Krohli fez com muita manha!

[Conheça também a história original da Família Dragão, publicada no livro “Utopia” (Andross Editora, 2014); e ainda a continuação “surreal”, com Rapsódia Draco-revolucionária Sem Face Antideprê!]

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