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O Reino da Fantasia estava um caos com a greve dos dragões completando uma semana. Tudo começara quando dois pequenos dragões se recusaram a dar continuidade a sua série de histórias, reivindicando melhores representações junto ao autor responsável.

E o que começou com dois dragõezinhos, se espalhou rapidamente, pois os outros dragões compraram a briga e também decidiram que queriam modificar as suas descrições. Alguns exigiam a prisão do Príncipe Encantado e que o Rei pagasse uma multa por todos os transtornos que seu filho já havia causado aos répteis nas histórias. Outros queriam mudar o seu papel nos seus contos, ou queriam ser mandados para outros reinos ou outras séries de livros. E nenhuma nova história de dragão era inventada nesses dias.

Além da greve, começaram os protestos. Centenas de dragões nas ruas e florestas do reino, com faixas e cartazes. Era uma bagunça: logo algum deles colocava fogo no material de campanha e as ninfas das floresta tinha um enorme trabalho em apagar e consertar todo o estrago.

O Rei reuniu seu conselho esperando resolver o problema. Não podia prender o Príncipe, nem trocar todo mundo de lugar de acordo com as exigências, afinal, todas as histórias, séries e filmes com dragões não seriam a mesma coisa caso os seus personagens fossem remanejados. Westeros teria uma superpopulação, assim como Alagäesia e os parentes de Smaug retornariam à Terra Média e dizimariam toda a população de hobbits… Só que ninguém queria ir até os dragões e falar que eles não poderiam ter tudo o que pediam. E o medo de virar churrasquinho, quando os dragões cuspissem fogo de raiva?!

A Fada Madrinha teve então a ideia para resolver os problemas provisoriamente.

A medida foi posta em prática e foi um sucesso: os dragões grevistas foram todos encantados e transformados em camundongos coloridos. O Flautista Mágico ficou responsável por realocá-los e a negociação finalmente foi feita. Foi decidido que o Príncipe Encantado prestaria serviço comunitário ao Retiro dos Dragões, juntamente com a Princesa, sua esposa. Os dragões não poderiam sair de suas histórias, mas ficou acordado que eles receberiam uma ampliação generosa em seus tesouros e teriam mais dias de folga. Eles também formariam uma comissão que poderia fazer exigências de alterações nas histórias ainda por serem escritas.

Pouco a pouco, os dragões que concordaram foram restituídos e tudo voltou ao normal. Mesmo os dragãozinhos que tinham iniciado a greve precisaram se conformar e voltar ao batente, prontos para novas aventuras de tinta.

E foi assim que os ânimos acalmaram e teve fim a primeira grande greve dos dragões. Só um dos dragõezinhos ficou sendo camundongo e gostou daquilo. Era figurante em sua história e ninguém sentiu a sua falta. Mas o que aconteceu com ele já é outro conto.

 

Essa história entrou por uma porta, saiu por outra

E quem quiser, que conte outra!  

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