militar nao crime

Coxinha macho:

– Olha, eu vou lhe mostrar
Como é belo esse mundo
Já que nunca deixaram o seu coração mandar
Eu lhe ensino a ver
Todo encanto e beleza
Que há numa ditadura
Numas faixas a voar
Um mundo ideal
É um privilégio ver daqui
Ninguém pra nos dizer
O que fazer
Até parece um sonho

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Coxinha fêmea:

– Um mundo ideal
Um mundo que eu nunca vi
E agora eu posso ver
E lhe dizer
Que estou num mundo novo com você

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Manifestante petista:

– O fruto do seu vôzinho
Parece melhor que o seu
Seu sonho de trocar lá em cima
Eu creio que é engano seu
Você tem aqui no fundo
Mandioca até demais
É tão belo o nosso mundo
Que meta você quer mais?

Onde eu votei, onde eu votei
Tem mais mandioca
eu sou vidrado pelo que elegi
Lá se trabalha o dia inteiro
Lá são escravos do dinheiro
A vida é boa, eu vivo à toa
Onde elegi

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Coxinha:

– Se pensa que esta terra lhe pertence,
Você tem muito ainda o que aprender
Pois cada esfiha, empada ou coxinha
Está viva, e tem alma, é um ser.
Se crer que só petista é seu semelhante
E os outros não têm o seu valor.
Mas se seguir pegadas de um estranho,
Mil surpresas vai achar ao seu redor.

coxinhas
Petistas:

– Um bolo de protestos pra mim
Pra quem?
Pra mim.
Pra ti.

Um bolo de coxinhas pra ti.
Pra mim?
Sim sim.
Ó sim!

Vamos comprimentarmos com dobro de mandioca
Um impeachment pra tiiiii!

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Dilma:

– Hakuna Matata, é lindo dizer!
Hakuna Matata, Sim vai entender
Os seus problemas, você deve esquecer
Isso é viver, é aprender, Hakuna Matata!

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Povo?
Você quer brincar na rua?
Lulinha inflável quer fazer?
Você podia me ouvir e a porta abrir
Eu quero só te ver
Nós éramos amigos de coração
Mas isso acabou também
Você quer brincar na rua?
Não tem que ser com um Lulinha…

Coxinhas:
-Vá embora Dilma!

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Dilma e os petistas:

– Eu vou eu vou
Para casa agora eu vou
Parara-tim-bum
Parara-tim-bum
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Para casa
Agora eu vou

Parara-tim-bum
Parara-tim-bum

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Dilma:
– A passeata branca brilhando nas ruas
Sem cabeças pra seguir
Um reino de isolamento e a rainha está aqui
A ditadura vem chegando e já não sei
Não consegui conter, bem que eu tentei
Não podem vir, não podem ver
Sempre a boa menina deve ser
Encobrir, não sentir, nunca saberão
Mas agora vão

Livre estou, livre estou
Não posso mais segurar
Livre estou, livre estou
Eu saí pra não voltar
Não me importa o que vão falar
Golpe militar vem
O Temer não vai mesmo me incomodar

De longe tudo muda
Parece ser bem menor
Os lobbies que me controlavam
Não vejo ao meu redor
É hora de experimentar
Os meu limites vou testar
A liberdade veio enfim
Pra mim

Livre estou, livre estou
Com o céu e o vento andar
Livre estou, livre estou
Não vão me ver chorar
Aqui estou e vou me mandar
Ditadura vem!

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