O conto atrasou! Poderia pedir desculpas, pois isso atrapalha toda dinâmica do projeto. Mas vou ser paciente, e tentar explicar a urgência deste escrito ser publicado hoje, e não ontem.

Nós, humanos, forçamos um movimento inorgânico no planeta Terra, que deveria estar em harmonia com o Cosmos. Nós forçamos uma vida inorgânica para todos os seres vivos que dividem este espaço com a gente, e consequentemente, o movimento forçado na vida humana, faz os humanos se desarmonizarem do seu eixo. Que deveria ser alinhado com o cosmos!

Nós não respeitamos o ciclo das vidas, desafiamos o tempo das coisas e ainda criamos um deus à nossa imagem e semelhança para que justifiquemos nosso desequilíbrio em nome de coisas não valorosas mas que alimentam um monstro, que de tão fortalecido, hoje alimenta à nós. O Egos!! Egos é um deus vaidoso, insatisfeito, reclamão e mimado que mora no final do nossa coluna. Só que ele tem ganhado tanta força que anda enfraquecendo outros deuses, mais cuidadosos, que habitam em nós. Mas tudo bem, este texto não vai falar de Egos. Este texto deve provocar ao leitor a compreensão de ter sido publicado hoje.

Ontem estávamos na Lua Cheia. Fase em que nos afloramos para o mundo. Seria lindo ter escrito pra vocês ontem, se estivéssemos em plena harmonia. Não duvido que as palavras fluiriam num passeio dos meus dedos até os olhos atentos de vocês, todos inteiros à contemplar a produção plena do trabalho humano e da fartura da Natureza. Leríamos em voz alta, descalços sob o universo igualmente nu! Seria possível, e quase orgânico, a formação de um círculo de leitura em diversas partes do globo, no mesmo momento. Ao odor da Dama da Noite!

Mas não!! O que senti ontem, em plena completude, foi uma tristeza terrível. Uma dor aguda no meio do peito, de angústia pela vida que nos habituamos e que impomos aos demais seres que não competem conosco esta superficialidade tecnológica, de conexão artificial. Pedi aos planetas que me mostrassem se há uma possibilidade de sermos uma única energia, voltada para o crescimento espiritual por meio do amor e da gratidão…

Hoje é Lua Minguante! Me lembra uma história que sempre ouvi de minha mãe… Eu deveria ter nascido na Lua Cheia! (como este texto). Mas por obra do destino, eu não quis deixar meu universo uterino e resolvi respirar oxigênio num primeiro dia de Lua Minguante. Minha mãe sempre temeu. Acreditou que eu deveria ter nascido na plenitude, para ser inteira e forte, na energia de cura. Mas nasci para minguar… Nasci e logo na primeira respirada, o ar poluído me infectou. Meu nascimento marcava meu processo definhatório. Eu nasci para sentir a dor e a beleza daquele que se extingui. Para respeitar que tudo cessa e que devemos aceitar o tempo das coisas. Quanto mais a gente se desliga do ser, interno e superior, mas a gente acelera este processo, transformando-o em dor. Este escrito deveria ser à mão… Mas estamos perto demais da tecnologia, e longe de mais da terra. Nosso sangue envenena, nossas fezes poluem, pois nossos alimentos são de origem petrolífera.

Meu texto é de minguar. É um convite ao silêncio, para que no processo, durante nosso momento de introspecção na Lua Nova, possamos remexer nossa terra interna e semear frutos melhores para nossa plenitude à convite da Lua Cheia. Temos um ciclo de 28 dias (2+8=10 = 1+0=1) para que nasça o líder em cada um de nós. (1!!) Hoje, dia 26 (2+6=8) é a possibilidade de sermos infinitos como o Universo. Hoje é o dia de deixar morrer, de cessar, de se despedir… E eu aceito o que o destino me mostra, e acredito que meu espírito encontrará a plenitude na beleza do infinito.

Minha morte é de Leão! E nesta independência, eu deixo quem acredita, num espírito conservador, que esta vida material é tudo que temos. Minha morte tem as características mais belas, pois acredito que encontrarei um lugar melhor para descansar, refletir e renascer. Que vocês encontrem luz!!

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