Sempre gostara muito de orquídeas. Será que colocariam algumas sobre o seu túmulo? Ia ser menos triste uma lápide florida de memórias amorosas. Poderiam ser as brancas, puras flores declarando a sua inocência.
Só que ninguém era inocente de todo. Ela com certeza não era. Teria feito tamanha maldade a Guilherme se o fosse? O beijo do vento frio lhe deu resposta. Era um convite.
Tinha tomado sua decisão. Era hora de colocar em prática o que tanto pensara, o futuro que tecera para si mesma com as linhas negras que comprara.
Com os olhos fechados, saltou.
Enquanto isso, no corredor, abriam-se as portas do elevador. Guilherme chegava com um buquê de perdão que cobriria a sua tumba.

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